Disque 156 Coronavírus, criado pela CIJUN, passa de 7 mil atendimentos

O serviço Disque 156 Coronavírus de Jundiaí – desenvolvido pela Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun) e operacionalizada pelos técnicos da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) – completou um mês de funcionamento com 7,3 mil atendimentos realizados.

O trabalho, que além de contar com o tradicional sistema de ligação telefônica, tem ainda a possibilidade de conversa por ‘chat’. O objetivo é esclarecer dúvidas da população com relação à doença COVID-19.

Dona Laurita Maria dos Santos, 62 anos, passou por uma cirurgia de câncer no rim, no dia 17 de março, logo no início da pandemia do Novo Coronavírus. Ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no quarto antes de poder retornar para casa. Há alguns dias, sentiu febre e náusea.

Com medo que pudesse ser COVID-19, ligou para o Disque 156 Coronavírus. “Conversei com a médica que me atendeu, contei tudo para ela. Como não tive nenhum outro sintoma, ela pediu que eu ficasse em casa e aguardasse e, se caso a febre continuasse, eu deveria procurar o Pronto Atendimento. No dia seguinte, a médica ligou para saber como é que eu estava. Estou sem febre, não tenho mais nada. Conversar com eles acalmou meu coração e me orientou sobre o que deveria fazer. Esse serviço é uma bênção para as pessoas”, elogia.

Ao todo, o sistema é operacionalizado por 47 profissionais da Saúde da Prefeitura de Jundiaí, que atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Dos 7,3 mil atendimentos, 5 mil foram ligações e 2,3 mil atendimentos via chat. “A ferramenta é fundamental para auxiliar a população aos deslocamentos desnecessários. Muitas vezes as pessoas estão com alguma dúvida sobre o que devem fazer se estão com coriza, por exemplo. O técnico que atenderá fará mais questionamentos e, se não apresenta qualquer outro sintoma gripal, orientará a pessoa a ficar em casa, evitando o risco de se contaminar com o Novo Coronavírus na rua”, comenta o gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Tiago Texera.

Os casos de suporte emocional também podem ser solicitados no início, ou, caso durante o acolhimento seja identificada a necessidade, o técnico encaminhará o usuário para o profissional especializado. Vale destacar que, os casos de suporte emocional podem ser acompanhados pelos técnicos por ligações telefônicas ou, os casos acentuados, são encaminhados para o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Jundiaí.
A partir de hoje, (28), o suporte emocional também contará com chat específico, na mesma página ‘Coronavírus’. (Informações e foto: PMJ)